Mundo

domingo, 22 de agosto de 2010

Cada segundo que passou deixou um vácuo em minha mente
Parece doença, um terremoto, uma enchente
Os pensamentos sujos seguem como mo fluxo de um esgoto a céu aberto
Não há mais batalha para lutar
Só resta terminar o trajeto em uma poça parada disseminando a doença
A tristeza e a agonia
Essa é a harmonia da natureza
Aquele que cura também mata
O que mata pode ser a única cura

A imunda meretriz sente suas tripas escorrendo entre suas pernas
Dois pobres futuros transformados num só caixão num túmulo sem nome
O cafetão perde seu produto
A carne nova está a caminho
Sonhos enterrados em sangue, sexo, duas refeições e maquiagem pesada

O cheiro de urina em suas roupas está impregnado, tanto quanto o cheiro de álcool
Seu único aquecedor
O cobertor de jornais é levado pelo vento deixando seu corpo exposto ao clima
O único ser que não sente nojo e desgosto pela sua presença é o cão sarnento
Sua única parceria para o jantar de restos deixados pos seus semelhantes abonados
Durma criança, um dia a morte chegará

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