Meros termos

domingo, 5 de setembro de 2010

A física diz que voamos no espaço entre os elétrons
Somente sinto a queda e o frio fundo do poço batendo em minhas costas
Aquele fundo e frio lago de idéias me afoga no desgosto
Não me conheço, não espero um futuro digno, nem ao menos compreensão

A lógica não se aplica ao ser tal qual a comida não se aplica à pedra
Alimentamos pedras com nossos amores e esperamos que cresça, mas o tempo só quebrará
E quando a pedra vira pó, não importa o quanto segure, o vento levará tudo
E novamente estará só

Onde assumimos essa dor?
O grito leva o sangue a escorrer pela garganta seca
Não há pior maldição que a auto-imposta
A sujeira da bioquimica sentimental onde mergulha o corpo

Onde está aquela que nada na mesma sujeira?
Aquela banhada na mesma lama?
Que busca a criatura que espera para sair do casulo
Onde está o amor que diz que me achou?

Amor é um mero termo que recobre a vaidade
Onde o amor-próprio não passa de um pleonasmo
E a falta do mesmo se chama sofrimento alheio

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