Antítese vitalícia

domingo, 25 de abril de 2010

Salve-me
Algumas vezes pessoas não resolvem problemas sozinhas
As vezes juntos criamos problemas
Ou não queremos nos arriscar

Acho que não é meu lugar
Não é meu tempo
Não é minha vez
Ou quem sabe, talvez

Não recordo meu primeiro pensamento
Escrevo o que não foi o ultimo
Algo mastigado
Amargurado

Vale ser dono de algo?
Algo é de alguém?
Alguém é de alguém?
Alguém é de algo?

Eu não estarei lá todo o tempo
Não sou onipresente
Não sou exclusivo
Simplesmente estou vivo

Vocês estiveram no lugar certo
Na hora certa
Ou eu que cheguei a tempo
Nosso show começou

Estou apaixonado
Estou apavorado
Névoa fria
Vapor quente

Nascemos separados e nos unimos
Talvez nos separemos e levemos partes um do outro
Não quero me libertar
Nada é eterno

Sentido

domingo, 18 de abril de 2010

A vida passa a fazer sentido
Basta parar de correr atrás da falsa verdade
E abraçar a esperança quando a mesma corre em sua direção
Não deve-se temer uma queda livre

No fim algo irá te aparar
Pode ser duro
Pode ser simples
Pode ser só o começo

Legado

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O frio da noite é reconfortante
Não tenho um abraço quente
Não que faça diferença
Nascidos para a solidão

Parece um simples penhasco
Esperamos a morte certa
Parece infinito
Bate o arrependimento

Perdi mais do que havia conquistado
Não creio que valha apostar mais
Aqui nessas palavras jaz meu legado
Cada sussurro pronunciado

Vida

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Quando presente e passado se chocam
Não há o que fazer à primeira vista
Depois de avalia cada erro ou acerto
Fazer o balanço


Deve-se cair de joelhos?
Deve-se errar de novo tentando uma felicidade quase impossível?
Ou a vida é simplesmente seguir em frente?
Responda


Todas as tentativas resultam em erros
Cada erro me leva a outro
Onde encontrarei a realidade
Onde encontrarei a vida


Isso é real????

Códigos, abraços frios...

domingo, 4 de abril de 2010

Passei toda a minha vida temendo
Temendo a solidão
Quando senti seu frio abraço
Descobri que medo não passa de uma pequena repulsa
Uma fuga do incerto acaso

Caí no acaso com peito aberto
Não há nada a temer
Há o inevitável
O fim
Não deve-se temer o fim


É ruim, faz bem
Solidão é mal necessário
Ou mesmo um bem mal interpretado


Células se comunicam tão pouco
De modo tão simples
Estão ligadas, próximas

Por que os humanos, pequenas células do universo...
Não se unem com seus variados e complexos códigos? Palavras? Atos?


Felizes são as amebas

Inerte

sábado, 3 de abril de 2010

Me pergunto se eu que parei ou o mundo que não mudou
Talvez a melancolia tenha se tornado uma constante
A rotina perdeu a graça
A monotonia não me atrai

Eu quero o caos
Quero o calor
Quero a vida


Não sinto ao menos o desejo de esquecer
Talvez nem lembrar de algo ajude
Ou valha o esforço
Não sei


A vida cansa quando agitada
A vida cansa quando parada
O ser humano define a perfeição tendo como base os problemas

Relacionamentos

Problemas


Continuo seguindo por enquanto
Tudo que a vida ajudou a empurrar
Essa vida da qual esperei tanto
E agora continuo a esperar

Sigo a inércia
Não tenho mais vontade
Se algo acontece ou não
Não faz diferença


Tudo está quase parando