Silêncio

domingo, 23 de maio de 2010
Me calo nessa noite fria
A personalidade fragmentada se reconstitui
Não passa de uma criança infeliz
Não passa de uma criança envelhecida

O silêncio é tão alto que quebra vidraças
Quero gritar, uivar mas não tenho voz
Espero poder lhe dizer isso um dia
De modo sonoro
Em seu ouvido

Quero dizer que a realidade é tardia pro mundo
Que é precoce pra inocência
Que o inocente é cego e feliz
Dizer que nada do que digo é novo
Repito velhas expressões

Não sou juiz, não sou conselheiro