Ninguém, vazio, frio

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Pensei que beber e espairecer me ajudariam a te esquecer.
Isso só me ajudou a enlouquecer.
Perco o apetite.
Esqueço de mim mesmo.
Não sou nem sombra do que fui.
Sou sua pele e ossos.
Sou o tormento que sobrou da alma.
Eu sou o nada.
Eu sou o ninguém.
Eu sou o ninguém que não pertence a ninguém.
Também o ninguém que não pertence a alguém.
Tive tanto tempo e não aprendi a amar de novo, a viver de novo e ser algo.
Não tive alguém que me completasse.
Enchesse meu vazio.
Eu sou o vazio.
Vazio, frio.
Me abrace e me complete.
Me esquente e se compadeça.
Torne-se uma só comigo.
Mas quem é você?

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